terça-feira, 16 de março de 2010

O Criptex do poeta.

Poeta, qual será o segredo dele?
Ou será inspiração?
Enigma, quem sabe?
Só quem é poeta conhece este mistério, alguns ainda arriscam:
Imaginação? Ou será ilusão?
A escrita ou a leitura? Quem desvendará esse mistério? Na foto acima é um criptex, eles
eram muito usados na idade média
por cientistas para esconderem
teorias da igreja, para que ele se abrisse
a pessoa tinha que acertar um código e
de primeira, pois se você errase um vinagre
era liberado ali dentro e destruía o papel
que estava ali.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O Evento.

Em uma certa noite fui à uma festa, mas não era qualquer festa, era um evento, tudo na mais perfeita elegância. As mulheres eram distintas, usavam vestidos longos, cabelos bem feitos, todas com muitas jóias em seus corpos, todas lindas, tão perfeitamente lindas que não se conseguia desejar além da alma.
Todas acompanhavam seus maridos, todas muito serenas, algumas ficavam quietas ao lado de seus maridos, sussurrando aos seus ouvidos palpites sobre o assunto. Outras conversavam entre si sobre estética, casa, marido e filhos.
Até que em meio aquela uniformidade elegante, uma mulher, ou melhor, um estorvo em corpo angelical, chegou à festa, ela era tão linda, mas tão linda que quase ninguém percebeu que não viera acompanhada, usava um vestido que parecia ter sido cosido pelas mãos de Afrodite, caía -lhe perfeitamente em suas curvas, seus cabelos eram pretos, lisos e naturais, sua maquilagem era leve e arrealsava seus olhos verdes, sua boca era insinuante, instigante, nos levava ao desejo, ao pecado da carne.
Sentou -se em uma mesa, só, nem mesmo as outras moças, nem os homens, que procuravam não se comprometer, nem os donos da festa foram recebê-la. Depois de um grande tempo só, seus olhos verde esmeralda fumegaram, seus lábios se contorciam como se um quisesse destruir o outro, um instante depois pareciam ter entrado em um acordo, agora estavam parados, um paralelo ao outro, foi quando suas pernas ergueram - na e seus lábios agora decidiram se afastar para que um berro saísse: "O que é isso? Eu sou um alienígena? Nem mesmo o dono dessa jossa veio me cumprimentar! Tá achando o quê?! Que eu acho essa chatice legal?! Que eu amo esse casal que faz trinta anos de casados? Oh!Minha nossa eles são casados a TRINTA anos! Pena que ela não dá conta do marido!", derrubou a mesa e saiu como se tentasse fazer buracos no chão com seus saltos.
Os tradicionais se foram junto à moça, os mortos de fome, ficaram para comer e o casal correu para cozinha.

domingo, 14 de março de 2010

Ser nada.

Outro dia parei para pensar em o que eu seria, se eu teria algum destino ou missão como muitos dizem por aí. E então eu concluí que iria ser nada, isso mesmo, eu queria ser nada.
Muitos adultos me perguntavam: "O que vai ser quando crescer?" e eu respondia: "Nada.", muitos ficavam espantados, como minha avó e diziam: "Minha nossa senhora, minino, você tem que ser alguma coisa!", outros ao invés de se espantarem diziam com um ar sarcástico: "Ê malandrinho hein!?" ou "Esse tem o dom de vadiar!", alguns faziam previsões:"Ah! Ele está escondendo ouro, olha cara de menino responsável dele, vai ser uns dos mais dedicados à profissão que escolher!". Até que um dia minha mãe foi à casa de minha tia Maria, então em meio a conversa minha mãe contou - a sobre o que eu andava falando, minha tia é uma pessoa muitíssimo preocupada com a família, só colocava os outros na berlinda (risada), e então ela aconselhou minha mãe a me levar ao psicólogo do colégio, porque ele sabe ver com o olhar científico, não me esqueço dessa fala.
No outro dia minha mãe me levou ao psicólogo da minha escola, ele começou perguntando porque minha mãe havia me trazido, então contei toda a história, ao terminar o homem estava estático, acho que estava pensando no que dizer, e então ele perguntou: "Então quer ser sustentado pelos pais a vida toda como um vagabundo?" e eu:"Não!", "Ah! então quer ser gigolô?!" ele me perguntou novamente e eu respondi:"Não, o que é isso?! Eu aprendi a ser respeitoso!" e então ele fez a pergunta que me fez desabar de meus pensamentos: "Como quer viver?", depois disso eu fiquei mudo o resto da sessão.
Saí de lá ainda pensando, quando cheguei em casa, cheguei com um novo pensamento, com uma conclusão, concluí que até para não ser nada, eu tenho de ser alguma coisa. Virei - me para minha mãe e disse: "Mãe já sei o que eu vou ser, vou ser nada, vou ser político!" e minha mãe deu uma grande risada que parecia estar dando um grande alívio a ela!

Receita para fazer um poema.

Geeeente do céu! O único, ÚNICO, isso mesmo o único poema que eu fiz em minha vida, então,eu achei que eu já o tinha publicado aqui, mas não! Ele estava no pescadores de si, um blog que eu tenho de parceria com um amigo, mas então lá vai ele aí em baixo:

Puxe o P, logo sairá palavras,
Depois cole o O, assim completará assunto,
Então aperte o E, e brilhará envolvimento,
E agora? Agora arranque o M, logo cairá sobre você musicalidade,
O fim está próximo, rasgue o A, então choverá apreciadores.

sábado, 13 de março de 2010

Dejavu.

Já era madrugada quando andava pelo calçadão de Juiz de Fora, voltava de uma festa em uma boate ali por perto, o calçadão estava deserto, não passava uma só alma viva, de repente ouvi um passo leve atrás de mim, virei - me para trás e não havia ninguém, continuei a andar e os passos continuaram a me seguir. Resolvi por fim andar mais rápido e os passos consequentemente aumentaram também, olhei para trás novamente e ninguém estava atrás de mim.
Então decidi que aquilo era coisa da minha cabeça e que ninguém estava me seguindo, de repente quando voltei meu olhar para frente, um homem mal encarado estava ali me encarando, então ele abriu seu sobre-tudo e tirou uma arma e apontou para mim.
Fiquei atônito, perdi completamente a minha consciência, ele resmungava algumas palavras que eu não entendia, parecia que falava outra língua, foi quando resolvi correr e de repente caí.
Acordei do lado de minha cama todo suado. Passei meu dia normalmente, foi quando meu telefone tocou, era Marcia, um caso meu antigo, então me convidou para ir a uma festa, resolvi que sim.
Quando saí da festa o calçadão estava deserto, não passava uma só alma viva, de repente ouvi um passo leve atrás de mim, virei - me para trás e não havia ninguém, continuei a andar e os passos continuaram a me seguir. Resolvi por fim andar mais rápido e os passos consequentemente aumentaram também, olhei para trás novamente e ninguém estava atrás de mim.
Então decidi que aquilo era coisa da minha cabeça, relacionada ao meu sonho e que ninguém estava me seguindo, de repente quando voltei meu olhar para frente, um homem mal encarado estava ali me encarando, então ele começou a retirar seu sobre-tudo e seu chapéu, então senti um dejavu e foi quando percebi que minha hora se aproximava, quando ele se revelou para mim era apenas um homem que não era da cidade e que estava na festa, pediu - me uma informação e se foi.