Eram dez horas da manhã, de um sábado de inverno, de 1986.
Nesta manhã, passava - se uma jovem toda encapuzada pelas margens da lagoa da Pampulha. A moça se aproximou da lagoa e chorosa, pôs sobre a lagoa um cesto, e saiu correndo chorando.
Passado alguns minutos uma mulher de trajes humildes, pulou no lago e pegou aquele cesto que boiava sobre a lagoa, e depois ninguém mais soube o que havia no cesto.
Passaram se vinte e dois anos e agora naquele mesmo local, uma mulher que aparentava ter uns quarenta anos, se jogou na lagoa, ficou desacordada por algumas horas e quando acordou estava em uma cama de hospital, com uma enfermeira lhe chamando, a enfermeira abriu um sorriso e disse: " Que alívio senhora! Você quase morreu afogada!", a senhora espantada virou - se a enfermeira e meio "grogue" disse: " Alguém me salvou? Isso não era para ter acontecido!", a enfermeira sem entender nada , exclamou: "Que bom que a senhora sobreviveu, você tem que viver muito, a senhora é nova!", a paciente, sem paciência respondeu-a indiferente: "Que seja, obrigada por me salvar!", a enfermeira riu: "Eu te salvar?! Não teria coragem! Quem te salvou foi aquele moço ali ó!", e apontou para um jovem maltrapilho que estava sentado no sofá do quarto, a senhora olhou para a enfermeira e sussurrou: "Aquele mendigo me salvou?", a enfermeira riu balançando a cabeça dizendo que sim, a mulher se interessa pelo acontecido e sussurrou novamente: "Chame-o até aqui por favor.", a enfermeira o chamou, e o moço tímido foi-se aproximando da mulher, ela pegou na mão do jovem e disse: "Muito, muito obrigada!",o jovem meio desconcertado respondeu: "De nada, dona!", a senhora riu e o perguntou: "Aonde você mora?" , o jovem de cabeça baixa, respondeu: "Ah! Dona eu moro debaixo da igreja da Pampulha!", a senhora arregalou os olhos, pensou: "será?", logo o perguntou: " Quantos anos você tem?", o jovem sem dar importância, responde: "Vinte e dois anos, dona.", a senhora pergunta entusiasmada: " Você é filho biológico de sua mãe?", o moço responde rindo: " Não sei não dona, que qui é bilógicu?", a mulher chama a enfermeira e cochicha no seu ouvido: " Faça um teste de DNA meu com o esse menino!", a enfermeira olhou espantada para a mulher, e a mulher ordenou: "Faça!".
Passou uns vinte minutos a enfermeira voltou com o jovem, ele se vira até a senhora e disse: "Dona, o lanche que a senhora mandou me dar, tava gostosão, eu só tive que dar um cadim do meu do meu sangui pra moça!", a senhora riu e disse: "Que bom, hein?!"
O jovem virou-se até a mulher, pegou em sua mão, e lhe disse: "Eu já vou indo, brigadu!" Brigadu memo, pelo lanche!", eu que agradeço, disse - lhe a mulher.
A mulher teve alta no dia seguinte, depois de um mês o DNA saiu, e então ela foi direto até a Pampulha. Chegando na Pampulha, ela foi correndo para falar com o jovem, mas antes que isso acontecesse, alguém disparou nela, e ela caiu dura no chão, e o DNA que estava em sua mão, caiu no chão ao lado de um cesto muito velho, que parecia ter uns vinte e dois anos...